Cientistas em Nova Iorque conseguiram estimular óvulos não fertilizados a começar um desenvolvimento embrionário. O grupo busca criar um procedimento que permite criar órgãos para transplante a parte de um óvulo doado. Esses órgãos não correriam risco de ser rejeitado pela paciente, o que seria uma imensa vantagem em relação ao método atual de transplante por doação comum. |
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Embriões não-fertilizados são vida?
Lamarck vs. Darwin
Lamarck acreditava numa marcha para a perfeição, numa evolução linear, num contexto teleológico; Darwin acreditava que a evolução não tinha objectivo, apenas existia, funcionando através do seu mecanismo - a selecção natural. Sobre os trabalhos de Darwin: Apesar de verdadeira, a afirmação [que Darwin se baseou nos pássaros das ilhas galápagos] está incompleta. As observações incidiram no registo biológico seu contemporâneo - tentilhões, mas não só - mas igualmente no registo paleontológico. |
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Robôs e a seleção natural
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terça-feira, 26 de junho de 2007
Está comprovado! Calorias engordam!
A Anna Gosline, do blog Inky Circus, achou um dado interessante do USDA (Departamenteo de Agricultura Norte Americano) mostrando que o consumo médio de calorias pelos americanos subiu de 2170 para 2700 calorias alimentares por dia. Dado que as necessidades calóricas individuais são de cerca de 2000 a 2500 calorias, isso aí mostra porque os americanos engordaram tanto nesses últimos tempos. Quando eu tiver um tempinho eu procuro informações a respeito disso no IBGE, pra ver os dados brasileiros. |
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Vírus pré-histórico e o HIV
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domingo, 24 de junho de 2007
Irmãos mais velhos são mais inteligentes...
Eu vi hoje, no site da Nature, uma pesquisa de um grupo sueco demonstrando que primogênitos um índice de QI 2.3 mais alto do que seus irmãos ou irmãs mais novas. O artigo, publicado na Science, feitos com pessoas noruegueses com idades entre 18 e 19 anos mostrou que o QI médio dos primogênitos é de 103, enquanto que o QI médio dos segundo e terceiro filhos são em média 100 e 99 respectivamente. Como bom terceiro filho, eu discordo dos resultados desta pesquisa, :-P. |
Números Naturais (1)
A primeira coisa, que segue da construção do conjunto é a prova por indução finita. Vocês se lembram: trata-se do conceito de que para provar a validade de um teorema no conjunto dos naturais, basta (i) provar que o teorema vale para n=1 e (ii) provar que se o teorema é valido para n=k, então o teorema vale para n=k+1. Essa é uma consequência direta do terceiro axioma. Quando falamos que o teorema satisfaz as condições (i) e (ii), no fundo estamos dizendo que o teorema é valido no conjunto K citado no axioma e, portanto vale para todos os naturais. Note que o conjunto K pode conter elementos que não pertencem aos naturais. Portanto a indução finita não prova que um problema é válido exclusivamente para os naturais. A segunda coisa é que podemos construir a operação soma. Vamos definir a adição como uma função de dois parâmetros naturais A(m, n). E vamos definir, também recursivamente, a soma como:
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sábado, 23 de junho de 2007
Palitos de fósforo
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sexta-feira, 22 de junho de 2007
Blog novo, autor velho...
Bom, senhores. Este blog que começa agora está sendo uma continuação do que eu vinha fazendo no meu blog antigo. O negócio é que eu descobri que eu gostaria de poder falar de coisas diferentes de ciência de vez em quando, mas eu queria manter um blog exclusivo para ciência também. Eu vou tentar trazer alguns posts velhos para cá (assim que eu descobrir como é feito isso) e, depois disso, eu vou tentar manter os dois blogs. Este aqui continuará sendo um blog de updates diários (eu tento!) com informações de ciência. O outro será mais esporádico e irá tratar de outros assuntos... |
O fim do darwinismo?
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quarta-feira, 20 de junho de 2007
Os números
O post sobre a identidade de Euler do outro dia me deixou pensando em como somos capazes de fazer construções "artificiais" para poder efetuar uma operação instintiva em cima de números não instintivos. Afinal o que significa multiplicar um número por si mesmo ![]() A primeira idéia não é exatamente matemática e sim filosófica e tem a ver com o quadro "La trahison des images" de René Magritte. A frase no quadro diz "Isto não é um Cachimbo" e ela tenta mostrar a diferença que existe entre uma entidade e sua representação. Magritte teria dito que "se eu dissese que isso é um cachimbo eu estaria mentindo... tente colocar tabaco dentro!" Essa diferença entre uma entidade e sua representação é importantíssima para nossa discussão. Isso porque eu quero aqui discutir as entidades numéricas e não suas representações. ![]() Feita essa diferença, nós vamos aqui jogar fora as discussões sobre as representações numéricas. Estamos interessados no número apenas, e não em sua representação. Isso facilita a vida pois não precisamos nos preocupar em discutir a forma como escrever o número ou as diferenças entre números de um dígito ou dois dígitos. Por outro lado, isso retira a muleta de definir números negativos como os números que tem um sinal de menos antes dele, ou definir números racionais como aqueles definidos por uma fração. Precisamos agora de uma forma mais fundamental de definir números sem recorrer às suas representações. A segunda idéia que eu quero trazer aqui é a idéia de conjuntos e elementos. A primeira coisa que eu tenho a comentar é que eu desisti de tentar definir o que é um elemento. Então vamos aceitar que um elemento é um elemento. Em outras palavras, vamos assumir que elemento é um conceito primitivo. Vamos definir então que conjunto é uma entidade que dá um atributo a um elemento, de tal forma que se é um elemento e é um conjunto, podemos dizer, exclusivamente que ou (a é elemento de C) ou (a não é elemento de C). Parece meio esquisito definir um conjunto desse jeito mas eu achei esse jeito conveniente. Acho que é mais fácil assumir a existência dos operadores de pertinência ( e ) e definir os conjuntos em torno disso. O importante aqui é que se compreenda que um conjunto e seus elementos são ligados pela definição de pertinência. Vale lembrar que um conjunto pode ser um elemento de acordo com cada contexto, mas a gente não vai precisar desta abstração.Eu também vou usar as idéias de continência entre conjuntos (quando um conjunto está contido em outro), relações, produtos cartesianos e funções nas minhas discussões, mas eu não vou fugir do que dizem os livros, então eu acho que seria meio perda de tempo escrever aqui definições para isso. Mas se alguém tiver alguma dúvida ou quiser que eu explique melhor alguma das idéias aqui tratadas, pergunte! E se alguém achar algum erro conceitual, me avise! O próximo episódio desta série será a respeito dos números naturais . |
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Epigenética
![]() O destaque da Nature deste mês vai para o estudo da epigenética, estudo das características genéticas que não estão ligadas a alterações causadas na seqüência do DNA. A definição parece contraditória diante do que ensinam na biologia da escola, não é? Mas existem variações que são puramente genéticas, completamente independentes de fatores ambientais, mas que não são variações na seqüência do DNA. Para isso fazer mais sentido, é preciso lembrar de como saímos do genótipo e chegamos ao fenótipo. Isso se dá através de um princípio chamado de Dogma Central da Biologia Molecular - nome que eu particularmente detesto - e que diz que o fluxo de informação nas células se dá do DNA para o RNA através da transcripção, e do RNA para as proteínas num processo chamado tradução. E as proteínas são as que vão dar características para nós: melanina dá o tom da pele, hemoglobina dá a capacidade de armazenar oxigênio no sangue e assim por diante. Mas quem é que comanda os processos de transcripção e tradução? Todos os homens, salvo os que sofrem de albinismo, produzem melanina. Porque as pessoas de pele negra produzem mais melanina que as pessoas de pele mais clara? Porque algumas regiões da pele deste gato produziram pigmento negro enquanto outros não produziram e o gato ficou malhado, se todas as células tem o mesmo código genético? A resposta para essa questão está em outro grupo de proteínas, os fatores de transcripção. A produção de uma molécula de RNA a partir de uma molécula de DNA é um processo metabólico coordenado por outras proteínas e essas proteínas funcionam grudando no DNA em pontos-chave e atraíndo outras proteínas que formam o maquinário de transcripção. Então um gene será mais ou menos transcripto, e portanto mais "influente" se os pontos-chaves associados (chamados de origem de transcrição) forem mais ou menos atraentes, e expostos aos fatores de transcripção. E aí é precisamente aí que surgem alguns fenômenos epigenéticos. Um exemplo é a metilação/acetilação das histonas e o chamado "código histônico". Histonas são proteínas que tem função de "empacotar o DNA", mais ou menos como um carretel enrola um novelo. E a acetilação ou metilação das histonas pode alterar a afinidade entre histona e DNA e histona-histona o que afeta o quão enrolado o DNA está. Quando menos enrolado o DNA, mais fácil ele irá se expor a fatores de transcrição e vice versa. Não sei se o caso da melanina na pele é um caso de epigenética (provavelmente não é), mas existem casos interessantes de epigenética, como as manchas dos gatos malhados, alguns padrões em cores em flores, e a inativação do cromossomo X em mamíferos. A epigenética foi uma rasteira que a natureza deu nos geneticistas que julgavam ter matado as charadas da vida! |





















